BASTA DE APOLOGIA AO CAOS: MÚSICAS QUE EXALTAM DROGAS E PROSTITUIÇÃO ENVENENAM A SOCIEDADE E PRECISAM SAIR DO AR
RedeSat
Há muito tempo a música influencia, sim, o comportamento da sociedade. Ela molda atitudes, cria referências e determina padrões, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens. Fingir que letras não impactam a vida real é uma negação perigosa da realidade.
Nos últimos anos, parte do que vem sendo difundido em rádios, plataformas digitais e até emissoras de televisão ultrapassou qualquer limite aceitável. Letras que fazem apologia ao uso de drogas, glorificam a prostituição, banalizam a violência e reduzem o ser humano a objeto são tratadas como entretenimento e empurradas diariamente para dentro dos lares brasileiros.
Isso não é cultura.
É degradação social.
O jornalista Gilvandro Oliveira Filho, vice-presidente da API – Associação de Profissionais da Imprensa, anunciou que irá apresentar um documento oficial cobrando providências imediatas para que rádios retirem esse tipo de conteúdo do ar e que emissoras de televisão não permitam mais a veiculação dessas músicas em sua programação.
A iniciativa não tem caráter de censura, mas de responsabilidade pública. Comunicação em rádio e TV é concessão pública e, como tal, deve respeitar princípios básicos de proteção à sociedade, à infância e à dignidade humana.
Liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para estimular vícios, normalizar a exploração do corpo, incentivar comportamentos autodestrutivos ou transformar a miséria moral em produto comercial. Quando a música passa a ensinar que o crime compensa, que o vício é glamour e que a mulher é mercadoria, o resultado é uma sociedade mais doente, violenta e sem perspectivas.
Segundo Gilvandro Oliveira Filho, o documento da API exige critérios mais rigorosos, responsabilidade editorial e o fim da conivência com conteúdos que ferem valores básicos da convivência social. Cultura verdadeira educa, inspira, denuncia injustiças e constrói identidade. O que promove a destruição não merece espaço privilegiado na mídia.
A imprensa séria tem o dever de se posicionar.
O silêncio também é cumplicidade.
O Brasil precisa decidir se continuará normalizando mensagens que corroem sua juventude ou se assumirá, de vez, a defesa de uma comunicação responsável, ética e comprometida com o futuro do país.
Gilvandro deixa claro:
não é arte, não é cultura — é uma vergonha pública.
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