Movimento Imprensa Digna amplia articulação nacional por relações de trabalho justas na comunicação
RedeSat
O jornalista Gilvandro Oliveira Filho é o atual presidente do Movimento Imprensa Digna, iniciativa que nasce com o objetivo de fortalecer o diálogo institucional e promover relações de trabalho justas e legais no setor da comunicação. O movimento atua em defesa de jornalistas, radialistas, cinegrafistas, operadores de câmera, técnicos de áudio e vídeo, produtores e profissionais da área em geral.
É importante destacar que existem muitas empresas de comunicação sérias e comprometidas, que cumprem a legislação trabalhista e valorizam seus colaboradores. O Movimento Imprensa Digna não tem como alvo essas empresas. Ao contrário, busca preservar e reconhecer quem atua corretamente, ao mesmo tempo em que propõe medidas para enfrentar práticas irregulares ainda existentes em parte do setor.
Sob a presidência de Gilvandro, o movimento pretende realizar ações concretas de diálogo e articulação junto ao Congresso Nacional, ao Ministério do Trabalho, ao Ministério Público do Trabalho e também à Presidência da República. O objetivo é construir soluções institucionais que combatam a precarização do trabalho, promovam segurança jurídica e garantam dignidade aos profissionais da comunicação.
Entre os principais pontos defendidos estão o combate à pejotização irregular, o acúmulo excessivo de funções, o descumprimento de contratos e a imposição de jornadas incompatíveis com a atividade profissional. Em muitos casos, trabalhadores são levados a exercer múltiplas funções — repórter, redator, editor, operador técnico, cinegrafista e até motorista — sob ameaça de desligamento ou cancelamento de contratos.
O Movimento Imprensa Digna também chama atenção para a situação dos radialistas e operadores técnicos, frequentemente invisibilizados, mas essenciais para o funcionamento do rádio e da televisão. A valorização desses profissionais é central para garantir qualidade na informação e respeito à legislação.
A proposta do movimento é clara: diálogo antes do conflito, fiscalização justa e, quando necessário, responsabilização das empresas que insistem em atuar à margem da lei. Comunicação não pode ser sinônimo de precarização. Informação de qualidade só existe quando quem a produz trabalha com dignidade.
O Movimento Imprensa Digna se coloca como ponte entre profissionais, empresas responsáveis e o poder público, reafirmando que valorizar o trabalhador da comunicação é fortalecer a democracia brasileira.
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