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Justiça manda apreender passaporte de João Appolinário, da Polishop, por causa de dívida

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Justiça manda apreender passaporte de João Appolinário, da Polishop, por causa de dívida
Justiça manda apreender passaporte de João Appolinário, da Polishop, por causa de dívida (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo deu ordem para a Polícia Federal apreender os passaportes do fundador da Polishop, João Appolinário, e de um dos sócios na empresa, Carlos Marcos de Oliveira Neto. A decisão foi tornada pública nesta segunda-feira (26).

A decisão foi dada como parte de uma execução de dívida do Itaú, que é credor da Polishop. O valor dessa ação na Justiça é de R$ 1,76 milhão.

A Justiça também determinou que o empresário indique quais bens quer penhorar para pagar a dívida e apresente uma estimativa de valores de cada um.

Segundo o despacho do juiz Douglas Iecco Ravacci, os passaportes ficarão retidos até que os dois empresários arquem com os débitos com o banco ou então indiquem os bens que devem ser penhorados.

No texto, o magistrado afirma que os dois têm resistido a cumprir ordens judiciais de forma injustificada e que o histórico processual "revela a ineficácia de medidas executivas típicas, com reiteradas tentativas frustradas de localização de bens".

Medidas de modificação do patrimônio ficam suspensas até que o tribunal julgue o mérito do recurso, garantindo que a decisão de instância superior seja respeitada.

Em 2024, a Polishop não conseguiu quitar dívidas estimadas em R$ 395 milhões e entrou em recuperação judicial, com a proposta de redução dos montantes em até 90%, carência de 20 meses e pagamento de prestações ao longo de dez anos. Na ocasião, os credores verbalizaram descontentamento com os termos, e a empresa respondeu que "a falência é muito mais prejudicial a todos".

A defesa do Itaú afirmou que não faria comentários sobre um processo ainda em andamento. A advogada de Carlos Marcos de Oliveira Neto não deu entrevista. A Folha não conseguiu localizar o advogado de Appolinário. A Polishop não quis se pronunciar.

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