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Justiça Federal avança em nova etapa da investigação sobre a morte de Eduardo Campos

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Justiça Federal avança em nova etapa da investigação sobre a morte de Eduardo Campos
Imagem da Rede Social

A Justiça Federal deu andamento a uma nova etapa da investigação sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República Eduardo Campos, em agosto de 2014. O objetivo do processo é aprofundar a análise das circunstâncias da queda do avião que transportava o político em um voo que partiu do Rio de Janeiro com destino a Santos, no litoral paulista.

A ação tramita na 4ª Vara Federal de Santos e prevê a realização de uma perícia judicial, destinada à produção de novas provas técnicas sobre o acidente. A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Perícia judicial e novo perito nomeado

No âmbito do processo, a Justiça Federal nomeou como perito o engenheiro Silvio Venturini Neto, que foi oficialmente intimado a apresentar, no prazo de 15 dias, uma estimativa de honorários e um plano detalhado do trabalho técnico a ser realizado. O documento deverá incluir a metodologia que será utilizada na condução da perícia, bem como as etapas de análise previstas.

A perícia judicial poderá reavaliar dados técnicos já existentes, como registros de voo, condições meteorológicas, aspectos mecânicos da aeronave e eventuais falhas humanas ou operacionais. Dependendo do escopo aprovado pelo juízo, também poderão ser considerados novos elementos técnicos ou científicos que não estavam disponíveis à época das investigações anteriores.

Um caso que marcou a política brasileira

O acidente ocorreu em 13 de agosto de 2014, quando a aeronave que transportava Eduardo Campos caiu em uma área residencial de Santos, causando a morte do candidato e de outras seis pessoas a bordo. À época, Campos disputava a Presidência da República pelo PSB e era considerado um dos principais nomes da corrida eleitoral.

As investigações oficiais conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) concluíram, anos depois, que não houve indícios de sabotagem ou atentado, apontando uma combinação de fatores humanos e operacionais como determinantes para o acidente. Ainda assim, o caso continuou sendo objeto de questionamentos judiciais e pedidos de reavaliação por parte de familiares e interessados.

Busca por esclarecimentos definitivos

A abertura dessa nova etapa processual não significa, necessariamente, a revisão das conclusões oficiais já apresentadas, mas representa uma tentativa do Judiciário de esgotar todas as possibilidades técnicas e garantir transparência absoluta sobre as causas do acidente.

O avanço do processo reforça o entendimento de que casos de grande impacto político e social devem ser analisados com máximo rigor, mesmo após anos de sua ocorrência, assegurando o direito à verdade e à ampla produção de provas.

A expectativa é que, após a apresentação do plano de trabalho pelo perito, a Justiça decida sobre o início efetivo da perícia e o cronograma das próximas fases do processo.

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