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Após ser anulado, júri dos PMs acusados de matar Vinícius Gritzbach é marcado para fevereiro de 2027

Anulado julgamento dos PMs acusados da execução do delator do PCC Vinícius Gritzbach O júri popular dos três policiais militares acusados de participar do ...

Após ser anulado, júri dos PMs acusados de matar Vinícius Gritzbach é marcado para fevereiro de 2027
Após ser anulado, júri dos PMs acusados de matar Vinícius Gritzbach é marcado para fevereiro de 2027 (Foto: Reprodução)

Anulado julgamento dos PMs acusados da execução do delator do PCC Vinícius Gritzbach O júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator do PCC Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais, que foi anulado cerca de nove horas após ter começado na segunda-feira (22), foi remarcado para fevereiro de 2027. A interrupção ocorreu depois que os advogados de defesa deixaram o plenário em meio a uma discussão com o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes (veja mais abaixo). Segundo a decisão do juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, o julgamento será nos dias 22, 23, 24, 25 e 26 de fevereiro de 2027. Na decisão, o magistrado também manteve a prisão preventiva dos três réus, o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antonio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, por entender que continuam válidos os motivos que justificaram a medida e que não houve nenhuma mudança nos fatos que autorizasse a soltura. Segundo a decisão, Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues são acusados de, em tese, terem efetuado disparos de fuzil contra Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, causando a morte dele. Eles também teriam assumido o risco de matar outras três vítimas, o que resultou ainda na morte de Celso. Já Fernando Genauro da Silva é acusado de participação nos crimes. Para o juiz, a gravidade dos fatos, a agressividade da ação e o risco que os réus representam à ordem pública justificam a manutenção da prisão. Anulação do júri Julgamento do caso Gritzbach é anulado O júri popular havia começado na manhã desta segunda-feira e tinha previsão de durar cinco dias. Ao todo, 21 testemunhas seriam ouvidas. A briga durante quando o promotor mencionou que um dos advogados de defesa havia sido vítima de um suposto atentado em Sorocaba. Os defensores afirmaram que o episódio não tinha relação com o caso Gritzbach e consideraram a referência inadequada. Após o desentendimento, os advogados decidiram abandonar o plenário. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento não poderia prosseguir sem a presença da defesa. Em nota, o tribunal informou que "houve abandono do plenário por parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor e, por isso, dissolução do Conselho de Sentença". 'Meu filho está há dois anos sem o pai em casa', diz viúva de motorista morto em SP Na prática, a saída dos advogados levou ao encerramento da sessão e à anulação de todos os atos realizados até então. Na saída do fórum, após o cancelamento do júri, Simone Dionizia Fernandes, viúva do motorista de aplicativo Celso Novais, se aproximou do advogado de defesa Claudio Dalledone, que concedia entrevista à imprensa, e o acusou de ter provocado a anulação do julgamento. Em meio à comoção, ela afirmou que o filho está há dois anos sem o pai e classificou a saída da defesa do plenário como uma estratégia. "Meu filho está há dois anos sem o pai em casa, e vocês cancelaram o julgamento. Isso não é justo. Estou há dois anos lutando por Justiça", disse. Simone afirmou ainda que a interrupção da sessão a fez reviver o trauma da morte do marido. "Foi um show lá dentro, foi uma estratégia da defesa, eles são atores. Estou sentindo tudo de novo, tudo veio à tona quando o juiz falou. Só eu sei a luta sozinha em casa com três filhos. Só eu sei o que estou passando", declarou. Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O motorista, que não o conhecia, foi atingido por um disparo durante o ataque e morreu. Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 São réus no processo: o tenente Fernando Genauro da Silva, apontado pela Promotoria como o motorista do carro usado na fuga; o cabo Denis Antonio Martins, acusado de ser um dos atiradores; e o soldado Ruan Silva Rodrigues, também apontado como um dos autores dos disparos. Os três estão presos e respondem por homicídio qualificado pelas mortes de Gritzbach e de Celso Novais, além de duas tentativas de homicídio. Todos negam participação no crime. Os PMs Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva serão julgados pelo Tribunal do Júri Reprodução Gritzbach: por que 3 investigações apuram ligaçao de delator com policiais e facções

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