Ar-condicionado a 30°C, placas térmicas e feno: veja como o Zoológico de Bauru aquece animais no inverno
Frio exige cuidados especiais com animais no Zoo de Bauru Durante as baixas temperaturas do inverno, os animais do Zoológico de Bauru (SP) contam com uma forç...
Frio exige cuidados especiais com animais no Zoo de Bauru Durante as baixas temperaturas do inverno, os animais do Zoológico de Bauru (SP) contam com uma força-tarefa da equipe técnica para manter o corpo aquecido. Ar-condicionado regulado a 30°C, placas térmicas, aquecedores e até forração extra de feno fazem parte dos cuidados adotados para garantir o bem-estar das espécies mais sensíveis ao frio. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Para garantir o bem-estar dos moradores do parque, os recintos de diversas espécies passam por adaptações térmicas. Os répteis, por exemplo, exigem atenção redobrada. "Os répteis são animais chamados ectotérmicos, que dependem da temperatura do ambiente para se aquecer", explica o gerente do zoológico, Daniel Contieri Rolim. Répteis são animais chamados ectotérmicos, que dependem da temperatura do ambiente para se aquecer Zoológico de Bauru/Divulgação Debaixo do recinto onde ficam as cobras e iguanas, placas térmicas, invisíveis ao público, ajudam a manter a temperatura ideal ao longo do dia. Nos bastidores do serpentário, as lâmpadas de cerâmica e incandescentes funcionam sem parar para esquentar o ambiente, e o ar-condicionado é mantido aos 30°C. LEIA TAMBÉM De inalação a 'brigadeiro' com remédio: Zoológico de Bauru mostra rotina de cuidados com animais idosos Onça-pintada, urubu-rei e casuar: Zoo de Bauru encerra o ano com novos 'moradores'; conheça as espécies 'Sou+Bauru': zoológico municipal é referência em reprodução de espécies em extinção Outra espécie que ganha um refúgio especial é o mico-leão-dourado, que têm aquecedores instalados na parte de trás dos recintos e contam com uma passagem livre para transitar entre a área externa e o abrigo quentinho a hora que quiserem. Segundo o zoológico, esse tipo de adaptação é necessário principalmente para espécies originárias de regiões mais quentes, como a Amazônia. Animais como o tatu-peba também ganham forração extra de feno e casinhas aquecidas. Micos-leões-dourados apresentam aquecedores instalados na parte de trás dos recintos Zoológico de Bauru/Divulgação E quem gosta do frio? 🐧❄️ Na contramão das espécies que não estão acostumadas com o frio, há aqueles que se sentem em casa com a chegada do inverno. Os pinguins-de-magalhães, por exemplo, aproveitam a água gelada da piscina para nadar e brincar ainda mais, já que são biologicamente adaptados a climas gelados. Pinguins se dão bem com a água gelada da piscina para nadar, pois são adaptados a climas frios Zoológico de Bauru/Divulgação O mesmo vale para os patos-reais, que continuam mergulhando no lago congelante. Eles contam com uma camada natural de gordura e penas impermeáveis que impedem que o frio chegue à pele. “As temperaturas ou muito altas ou muito baixas podem prejudicar esses animais, então a gente mantém o bem-estar para a saúde deles”, ressalta o gerente. Patos-reais contam com uma camada natural de gordura e penas impermeáveis que impedem que o frio chegue à pele TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região