Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulvou uma nota nesta quinta-feira (23) em que afirmam...
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulvou uma nota nesta quinta-feira (23) em que afirmam que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano". Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A tarifa de 12,5% deve entrar em vigor nesta sexta-feira (24). Segundo a Amcham, com entrada em vigor em 24 de julho, a medida alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos. EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para o Brasil "Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais". A decisão em aplicar novas tarifas é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. 🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e poderá elevar custos para empresas e consumidores norte-americanos, "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais". "A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas Jornal Nacional/ Reprodução