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Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia

Sobreviventes de terremoto relatam momentos de desespero Subiu para 273 o número de mortos após o terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10). A t...

Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia
Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia (Foto: Reprodução)

Sobreviventes de terremoto relatam momentos de desespero Subiu para 273 o número de mortos após o terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10). A temperatura nesta quinta-feira (11) passou dos 30ºC em Cali. E foi o quarto dia em que bombeiros trabalharam sobre os escombros. Mas o mais difícil para o coordenador das buscas é dar para as famílias a notícia que elas não querem ouvir: “Sabemos que elas têm esperança até o último momento", diz Julián Mauricio Ramos, subtenente do Corpo de Bombeiros. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Doze pessoas estavam em um prédio quando ele desabou. Um homem foi salvo com vida no primeiro dia. Nove corpos foram resgatados nos seguintes. E, durante todo esse tempo, Santiago trabalhou nas buscas. A namorada dele é uma das vítimas desaparecidas nos escombros. Ele me diz: “Tem uma parte de mim que acredita, mas como são vários dias, não dá para saber. Estou esgotado, mas com fé e confiança de que pode haver um milagre”. Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia Jornal Nacional/ Reprodução No meio da tarde, os bombeiros avisaram que encontraram o corpo, sem vida, e pediram para as câmeras deixarem o local. Mais de 80 horas depois do terremoto, por toda a Colômbia, quase todas as buscas têm terminado assim. A ajuda continua a chegar de diversos países, mas nada parece ser suficiente para que a vida volte ao normal. “Esse daqui é o bairro em Cali que teve o maior número de construções afetadas. Aqui, até para andar pela rua, as autoridades estão pedindo para a gente usar capacete. Isso porque, quarteirão depois de quarteirão, está tudo assim, dá a impressão de que vai desabar a qualquer momento”, conta o repórter Tiago Eltz. Jornal Nacional ouve relatos emocionados de sobreviventes do terremoto na Colômbia Jornal Nacional/ Reprodução Prédios inteiros mudaram de forma. Estão de pé, mas deformados. Com os mais de 100 tremores secundários, o pavor é que um mais forte bote tudo abaixo. Prédios afundaram. A garagem inteira ficou comprimida em uma pequena fresta. Os andares como que quebraram. A Pilar estava no segundo andar. Ela mostra o quarto, o escritório, a sala onde ela estava na hora do terremoto: “Eu me agarrei na coluna e juro que pensei: ‘Esse é meu último momento’. Mas roguei tanto a Deus que me desse outra oportunidade, que senti que Deus me disse: ‘Em frente, em frente’”, conta. Ela seguiu e escapou pela janela de um apartamento que já estava sem as paredes internas. Ela encara o prédio por uns minutos e não acredita: “É uma dor na alma. As pessoas dizem: ‘Bom, mas você está viva’. Sim, graças a Deus estou viva. Mas a gente tem apego às nossas coisas materiais, à nossa casa. Então, isso dói, também dói o que a gente viveu ali”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Terremoto na Colômbia: número de mortos sobe para 273; desaparecidos agora são 377 Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia Na Colômbia, socorristas correm contra o tempo para encontrar mais sobreviventes do terremoto

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