Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia
Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia. Isadora Pereira/g1 A disputa pelo controle de territóri...
Jovens executados em Macapá pertenciam ao CV e foram vítimas de guerra por território, diz polícia. Isadora Pereira/g1 A disputa pelo controle de territórios entre organizações criminosas rivais motivou duas execuções em um intervalo de quatro horas na noite de terça-feira (14), na Zona Norte de Macapá. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas pertenciam à facção Comando Vermelho (CV). O jovem Eduardo Silva Paixão, de 20 anos, foi assassinado a tiros na frente do filho de 1 ano e meio no Residencial Miracema. Horas depois, Jeílson de Deus da Silva, de 27 anos, foi executado no bairro do Pacoval, após ter o celular confiscado por um suspeito. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga os casos e busca identificar os autores dos disparos, que teriam agido a pé e de bicicleta. "Foram duas execuções muito próximas, em um intervalo de aproximadamente quatro horas. Trata-se de uma guerra de facções que disputa território no estado. As duas vítimas integravam o Comando Vermelho", afirmou o delegado Mauro Carneiro. Delegado Mário Carneiro, do Amapá. Larissa Paes/g1 Crime no Residencial Miracema O primeiro crime ocorreu por volta das 19h45 no Residencial Miracema, localizado no bairro Infraero 2, Zona Norte da capital. Eduardo Silva Paixão, natural de Castanhal (PA), foi morto dentro de casa, no primeiro andar do bloco residencial. Segundo a polícia, dois homens subiram as escadas, bateram à porta e, assim que o jovem atendeu, realizaram vários disparos na região da cabeça. A esposa de Eduardo e o filho do casal, um bebê de apenas 1 ano e 6 meses, estavam no imóvel e presenciaram o crime. A mulher ouviu os disparos, mas não conseguiu ver as características dos atiradores. Os criminosos fugiram a pé, o que, segundo a polícia, levanta a suspeita de que eles morem na própria região do residencial. Abordagem e morte no Pacoval Pouco depois, às 23h48, o segundo homicídio foi registrado na Rua Canal do Jandiá, atrás da Feira do Produtor, no bairro do Pacoval. Jeílson de Deus da Silva, natural de Cutias (AP), também estava em casa com a esposa quando foi abordado por um homem desconhecido que exigiu ver o celular dele. De acordo com as investigações, a exigência de vasculhar aparelhos celulares é uma prática comum de membros de facções rivais para monitorar a presença de inimigos em seus territórios. Jeílson inicialmente recusou e iniciou-se uma discussão, mas acabou entregando o aparelho. O suspeito confiscou o celular da vítima e o da companheira dele. Cerca de cinco minutos após a vistoria do aparelho, outro homem chegou ao local de bicicleta, atirou contra a cabeça de Jeílson, e fugiu do local. LEIA MAIS: Dois jovens são executados a tiros na Zona Norte de Macapá PM da reserva morre após motocicleta bater na traseira de caminhão em Macapá Amapá tem mais de 28 mil pescadores artesanais registrados, segundo pesquisa nacional Dificuldades na perícia As equipes de perícia não encontraram cápsulas ou projéteis no local do crime no Pacoval. A área, caracterizada por pontes de madeira e vegetação densa sobre região alagada, dificultou as buscas por vestígios balísticos. O local também possui acessos escuros e isolados, o que torna as buscas por testemunhas mais complexas. Apesar disso, a Polícia Civil afirma possuir elementos sob sigilo que ajudarão a identificar os autores nos dois casos. "Apesar de não termos encontrado as munições nem os projéteis por ser uma área de ponte, área alagada e de muita mata, nós vamos continuar investigando. A entrada e o acesso lá são bem escuros e vai ser um pouco mais difícil, mas com as informações que nós já temos e que não podemos detalhar em razão do sigilo policial para não atrapalhar, nós vamos conseguir chegar à autoria desses dois casos", falou Carneiro. Como denunciar? A população pode colaborar com as investigações de forma totalmente anônima. Informações que auxiliem na identificação e na localização dos suspeitos podem ser repassadas diretamente para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa pelo telefone (96) 99170-4302. O canal garante o sigilo absoluto da fonte. VÍDEOS com as notícias do Amapá: