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Mãe que fingiu dormir para flagrar abuso contra filha diz que padrasto mudou de comportamento no fim de semana do crime

Homem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil onde teve a prisão confirmada pelo crime de estupro de vulnerável Polícia Civil/Divulgação Antes d...

Mãe que fingiu dormir para flagrar abuso contra filha diz que padrasto mudou de comportamento no fim de semana do crime
Mãe que fingiu dormir para flagrar abuso contra filha diz que padrasto mudou de comportamento no fim de semana do crime (Foto: Reprodução)

Homem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil onde teve a prisão confirmada pelo crime de estupro de vulnerável Polícia Civil/Divulgação Antes de fingir que estava dormindo para flagrar o abuso contra a filha de 5 anos, a mãe da menina desconfiou da situação dois dias antes, quando o namorado passou a ser mais carinhoso com a criança. Segundo ela, o homem, de 46 anos, era distante da menina e se incomodava com os gritos dela, mas mudou de comportamento e passou a tratá-la de forma mais tranquila. “Eu sempre prestei atenção. Ele estava com um comportamento diferente. Fazia poucos dias que eu estava esperando o benefício dela, e ele chegou na sexta-feira mais carinhoso com ela, sem reclamar de nada. Ele parou de ficar bravo. Eu percebi que ele estava diferente e até pensei que ele estivesse interessado no dinheiro, mas não era”, afirmou a mãe. O caso foi registrado no domingo (9), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O homem foi preso enquanto tentava fugir. O nome dele não foi divulgado. Agora no g1 O g1 também não vai divulgar o nome da mãe para preservar a identidade da criança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Homem ficava na casa da família nos fins de semana À Polícia Militar (PM), a mulher contou que o namorado passava a maior parte do tempo em Pratinha, a 180 km de Patos de Minas, onde trabalhava, e ficava na casa dela em alguns fins de semana. Desconfiada do comportamento do namorado desde sexta-feira (7), a mulher também viu, pelo reflexo da geladeira, que ele fazia movimentos suspeitos em direção à menina. No domingo (9), a mãe fingiu que dormia quando o homem se levantou da cama do casal e foi até o colchão onde estava a criança, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo o relato, ela passou a prestar atenção ao que o homem dizia antes de se virar e flagrar o abuso. "Quando estava em casa, ele sempre me acordava e pedia que eu fizesse café, mas naquele dia foi diferente. Ele verificou três vezes se eu estava dormindo. Depois eu vi que ele começou a fazer alguns movimentos estranhos, eu só não esperava que na verdade ele estivesse abusando da minha filha", contou a mãe. De acordo com a mulher, a menina contou que o homem havia tocado nas partes íntimas dela e a obrigado a tocar nas partes íntimas dele. Após ser confrontado pela namorada, ele fugiu de moto. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Homem é preso por importunação sexual dentro de ônibus Funcionário é baleado após discussão com patrão VÍDEO: Fechada no trânsito termina com motorista esfaqueado Namorado foi encontrado horas depois O homem foi localizado pela Polícia Militar (PM) algumas horas depois e levado para a delegacia, onde prestou depoimento. Segundo a Polícia Civil, a prisão em flagrante foi confirmada pelo crime de estupro de vulnerável. Ao ser abordado, o homem disse que estava a caminho de Pratinha, onde trabalhava. Segundo a PM, ele é usuário de drogas. O homem está preso no Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. O Conselho Tutelar acompanha o caso. “Eu ainda estou com essa cena marcada na minha cabeça. Estou à base de medicamentos. Depois do que aconteceu, ela ficou repetindo o tempo todo o que ele tinha feito. Dizia que não queria mais ele dentro de casa e que ele era nojento. Jurei para ela que nunca mais iria vê-lo", finalizou a mãe. 🔎 Estupro de vulnerável é ter conjunção carnal ou praticar qualquer outro ato libidinoso (com o objetivo de satisfazer desejo sexual) com menores de 14 anos ou pessoas que não têm discernimento para consentir o ato - como no caso de vítimas com deficiência intelectual ou que estejam bêbadas. "Semáforo do toque": entenda exercício que ajuda a evitar violência sexual infantil VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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