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Paquistão faz ataque por terra e diz ter matado 29 militantes afegãos na fronteira; Cabul diz que há civis entre as vítimas

Combatentes do Talibã afegão patrulham perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, em outubro de 2025 REUTERS/Stringer Forças de segurança do Pa...

Paquistão faz ataque por terra e diz ter matado 29 militantes afegãos na fronteira; Cabul diz que há civis entre as vítimas
Paquistão faz ataque por terra e diz ter matado 29 militantes afegãos na fronteira; Cabul diz que há civis entre as vítimas (Foto: Reprodução)

Combatentes do Talibã afegão patrulham perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, em outubro de 2025 REUTERS/Stringer Forças de segurança do Paquistão realizaram, neste domingo (28), uma operação terrestre ao longo da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, seguida de "ataques calibrados" contra esconderijos e refúgios de militantes, resultando na morte de 29 combatentes, segundo autoridades. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em uma publicação na rede social X, o Ministro da Informação, Attaullah Tarar, afirmou que a operação foi lançada em resposta a múltiplos ataques de militantes em todo o país. Autoridades afegãs disseram que há civis entre os mortos. O Paquistão tem registrado um aumento nos ataques de militantes contra a polícia e as forças de segurança nos últimos anos. As autoridades atribuem a maior parte da violência ao Talibã paquistanês — conhecido como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) — e a grupos militantes aliados. Agora no g1 A ação ocorre um dia depois de militantes armados com armas de fogo e explosivos atacarem a sede regional da força paramilitar Rangers, na cidade portuária de Karachi, no sul do país, matando três soldados. As forças de segurança abateram três dos atacantes e prenderam um quarto, identificado pelos militares como um cidadão afegão ferido. O Jamaat-ul-Ahrar, uma facção dissidente do Talibã paquistanês, reivindicou a autoria do ataque em Karachi por meio de um comunicado divulgado na noite de sábado. Tarar informou que a operação mais recente do Paquistão na fronteira afegã teve como alvo esconderijos e refúgios do Talibã paquistanês. O Talibã paquistanês é um grupo militante distinto do Talibã afegão, embora ambos sejam aliados. O Talibã afegão retornou ao poder no vizinho Afeganistão em 2021. É provável que essas operações recentes agravem ainda mais as relações já tensas entre Islamabad e Cabul. Fronteira sob tensão Os ataques transfronteiriços e a operação terrestre de domingo ocorreram menos de três semanas depois de os militares paquistaneses lançarem ataques aéreos contra locais que descreveram como esconderijos de militantes no Afeganistão. Essas ações encerraram um período de cerca de um mês de relativa calma, que se seguiu ao que Islamabad havia classificado como uma "guerra aberta" entre os dois países vizinhos, apesar dos esforços internacionais para intermediar uma paz duradoura. A escalada ocorre após meses de ações militares de retaliação mútua entre os dois países. Centenas de pessoas morreram em confrontos transfronteiriços desde fevereiro, quando o Afeganistão lançou ataques de retaliação após o Paquistão realizar bombardeios aéreos em território afegão. Várias rodadas de negociações de paz mediadas internacionalmente não conseguiram estabelecer um cessar-fogo duradouro. A China também sediou encontros entre as duas partes em abril; posteriormente, Pequim informou que o Paquistão e o Afeganistão haviam concordado em não escalar o conflito e em buscar uma solução. Desde o ano passado, o Paquistão realizou diversos ataques ao longo da fronteira e dentro do Afeganistão, visando a supostos esconderijos do TTP e de outros militantes. O Paquistão acusa o governo do Talibã afegão de abrigar militantes que realizam ataques letais em território paquistanês, especialmente o TTP. Cabul nega a acusação.

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