Podemos decide por neutralidade nas eleições presidenciais
O Podemos anunciou nesta terça-feira (4) que vai adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A de...
O Podemos anunciou nesta terça-feira (4) que vai adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada pela presidente do partido Renata Abreu. "Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da União, ver o confronto ocupar o lugar do diálogo e ver a polarização ocupar o lugar de soluções. Nós vamos continuar trabalhando com independência para construir pontes para promover o diálogo para defender soluções concretas para os desafios do nosso país". Agora no g1 A 11 dias do prazo final para o registro das candidaturas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não definiu quem será seu candidato a vice. A última aposta da campanha era o Podemos. Nesta segunda-feira (3), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à GloboNews que ainda estava tratando com o Podemos sobre um eventual apoio à candidatura de Flávio. "Nós respeitamos todas as candidaturas e respeitamos também a diversidade de opiniões que existe dentro do nosso próprio partido. Preservar essa unidade sem abrir mão dos nossos princípios é parte da nossa identidade e o Brasil precisa de mais gente disposta a ouvir", disse Renata Abreu. Nesta terça, o União Brasil também anunciou que vai permanecer neutro nas eleições presidenciais. A decisão acompanha o posicionamento do Partido Progressistas (PP), que formou uma federação com o União neste ano. Como as duas legendas formam uma federação, elas precisam atuar, na prática, como um só partido, seguindo assim programas semelhantes. Na semana passada, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a aceitar o convite para se vice de Flávio, mas acabou desistindo após o PP decidir permanecer neutro na eleição presidencial. Mais cedo, o Republicanos confirmou que vai adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. Na noite dessa segunda-feira (3), a decisão já havia sido avisada ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O partido vinha tentando conquistar apoio da legenda para fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto.