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St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga

Unidade da St Marche em São Paulo Reprodução/Google Maps A rede de supermercados St Marche, com sede em São Paulo, acertou sua venda ao grupo chileno Cencos...

St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga
St Marche pede recuperação judicial e anuncia venda para grupo chileno dono do Giga (Foto: Reprodução)

Unidade da St Marche em São Paulo Reprodução/Google Maps A rede de supermercados St Marche, com sede em São Paulo, acertou sua venda ao grupo chileno Cencosud, controlador da Giga Atacado. Paralelamente, a companhia entrou nesta quarta-feira (24) com um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 574,3 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A conclusão da venda depende do cumprimento de condições previstas no acordo, incluindo a aprovação pela Justiça do plano de recuperação do Grupo Hortus, controlador do St Marche, e o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a transação, a varejista chilena deverá acrescentar 32 lojas à sua presença no Brasil. A compra será feita livre de dívidas e de caixa — ou seja, sem assumir o endividamento financeiro da rede paulista. Segundo o grupo Cencosud, o negócio será financiado com recursos obtidos na recente venda de suas operações em Minas Gerais. Agora no g1 'Crise de liquidez' Fundada em 2002, a St Marche opera 32 lojas no estado de São Paulo e conta com um centro de distribuição de 7,5 mil metros quadrados. As vendas da rede somaram mais de R$ 1,078 bilhão nos 12 meses encerrados em março. No documento apresentado à Justiça de São Paulo, o Grupo Hortus, controlador da St Marche, afirma que o pedido de recuperação judicial se deve a uma crise de liquidez (falta de caixa para honrar compromissos de curto prazo), provocada pelo aumento do endividamento, pela alta dos juros no país e pela redução das linhas de crédito no mercado. A empresa já passou por um plano de recuperação extrajudicial, suspenso em fevereiro. O novo pedido ocorre, segundo o grupo, após o processo não ter sido suficiente para mitigar os problemas financeiros. 🔎 A recuperação extrajudicial envolve a negociação direta entre a empresa e seus credores, com posterior homologação judicial do acordo. Já a recuperação judicial é um processo supervisionado pela Justiça, que permite à empresa reorganizar suas dívidas sob proteção legal contra cobranças. Na prática, a recuperação judicial suspende a cobrança das dívidas por até 180 dias, enquanto a empresa mantém suas operações. Segundo o Grupo Hortus, a conclusão da venda à Cencosud representaria “uma saída organizada” para a companhia, com preservação de empregos e garantia de pagamento a fornecedores e credores. * Com informações da agência Reuters

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