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Veja comparativo entre terremotos do Japão, nesta terça, e da Venezuela, há um mês

Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão O forte terremoto que atingiu nesta terça-feira (28) o Japão teve semelhanças com os tremores q...

Veja comparativo entre terremotos do Japão, nesta terça, e da Venezuela, há um mês
Veja comparativo entre terremotos do Japão, nesta terça, e da Venezuela, há um mês (Foto: Reprodução)

Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão O forte terremoto que atingiu nesta terça-feira (28) o Japão teve semelhanças com os tremores que atingiram a Venezuela há um mês, em termos de magnitude e profundidade. O rastro de destruição, no entanto, foi maior no caso venezuelano. Veja, abaixo, pontos de comparação entre os dois tremores: Magnitude Japão: um único tremor de magnitude 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA); Venezuela: 7,2 no primeiro tremor e 7,5 no segundo, que ocorreu segundos depois do primeiro e foi o mais forte dos dois. Profundidade Japão: 10 km Venezuela: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo. Epicentro Japão: epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu. Venezuela: epicentros também em terra em terra, no estado de Yaracuy, mas na região centro-norte próxima à costa. Pessoas se abraçam enquanto as buscas continuam após o terremoto de 24 de junho em La Guaira, Venezuela REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria LEIA MAIS: Um mês após terremotos, Venezuela admite até 10 mil mortos e tem relatos de 30 mil desaparecidos VIDEOS E FOTOS: Veja destruição causada pelo terremoto no sul do Japão Infraestrutura atingida Japão: até a última atualização desta reportagem, a destruição causada pelo tremor do Japão incluía um desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima e a queda de uma chaminé na fábrica de papel Nippon Paper. A primeira-ministra do Japão falou também em pontes desabadas, estradas rachadas, incêndios e imóveis sem energia. Trens-bala foram suspensos, e o aeroporto de Aso Kumamoto, fechado. As usinas nucleares não registraram anomalias; Venezuela: o governo venezuelano afirmou que os tremores causaram danos em quase mil edifícios e que 190 deles desabaram; o Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi danificado e fechado na ocasião; o governo venezuelano afirmou ainda que pontes, estradas, energia, água e telecomunicações ficaram fortemente comprometidos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estimou as perdas econômicas em, pelo menos, US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Número de mortos Japão: ainda não havia um balanço oficial de mortos até a última atualização desta reportagem, mas, segundo a imprensa local, a polícia fala de um "número considerável" de vítimas no shopping Aeon Mall. Venezuela: segundo o último balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram, mas autoridades admitem que o número total pode passar de 10 mil, considerando o número de desaparecidos (veja abaixo). Número de feridos Japão: ao menos 50 pessoas hospitalizadas nas primeiras horas. Venezuela: 16.740 feridos, segundo o balanço oficial. Número de desaparecidos Japão: A emissora NHK relatou que há de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no shopping. Também havia relatos de desaparecidos na fábrica de papel que teve o teto desabado. Venezuela: as autoridades evitam divulgar um número oficial, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que possam chegar a 50 mil. Preparação de cada país para terremotos Japão: referência mundial em prevenção. O país tem códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta precoce, simulados frequentes e resposta governamental imediata — nesta terça, uma força-tarefa foi montada e cerca de 3.600 militares mobilizados, com 300 mil pessoas orientadas a buscar abrigos. É justamente esse preparo que explica por que um tremor de 7,1 e raso resultou, até agora, em poucas mortes. Venezuela: o cenário é oposto. Muitos prédios em La Guaira e Caracas não foram construídos segundo normas sísmicas modernas, o que provocou colapsos generalizados. A resposta do governo foi criticada como lenta e ineficiente, e famílias chegaram a buscar vítimas nos escombros com as próprias mãos, por falta de maquinário pesado. Agora no g1

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