Toffoli aponta indícios de novos crimes cometidos por dono do Banco Master
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Após determinar que o material da investigação envolvendo o Banco Master e fundos da Faria Lima ficasse "lacrado" no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Dias Toffoli reconsiderou sua decisão e mandou que tudo o que foi apreendido hoje seja remetido à PGR (Procuradoria-Geral da República)…
O que aconteceu
O ministro decidiu que a análise do material fica com a PGR. Esse foi o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação hoje ao STF. Inicialmente, ele havia opinado que o material apreendido ficasse com a PF (Polícia Federal). Depois, se manifestou pelo encaminhamento para o Ministério Público Federal para que fosse feita a extração dos dados dos dispositivos apreendidos.
A PF havia solicitado extração imediata dos dados. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, havia entrado com pedido para que a corporação pudesse fazer isso. Mas Toffoli entendeu que, como o Ministério Público é o titular da ação penal, isto é, o responsável por apresentar
Decisão de Toffoli para lacrar o material no STF poderia interferir na investigação. Como apontou o colunista Fábio Serapião, do UOL, isso poderia impedir a perícia em aparelhos celulares. A medida não é praxe em operações policiais, nas quais os agentes e peritos buscam extrair o quanto antes a íntegra do conteúdo dos equipamentos eletrônicos, fazendo uma cópia de segurança e garantindo a cadeia de custódia das provas.
Normalmente, a própria PF fica com o material apreendido. A corporação conta com um setor de perícia voltado apenas para armazenar itens apreendidos e extrair as informações de aparelhos eletrônicos. O setor detém a tecnologia de ponta para isso.
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