MDB RESSUSCITA MICHEL TEMER E ESCANCARA A FALÊNCIA DA RENOVAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL
Rede Cidade SAT – A Voz do Povo
O MDB voltou a colocar na mesa um nome que simboliza exatamente o que grande parte da população diz rejeitar: Michel Temer. A legenda estuda testar o ex-presidente em pesquisas para a disputa presidencial, reacendendo um debate inevitável — por que o Brasil insiste sempre nos mesmos nomes?
Em vez de abrir espaço para novas lideranças, com ideias atuais e compromisso real com a população, os partidos parecem presos a um ciclo viciado, onde figuras do passado são recicladas como se representassem futuro.
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
A possível reentrada de Temer no radar eleitoral expõe uma contradição profunda da política nacional. O país mudou, a sociedade mudou, as demandas são outras — mas os protagonistas continuam os mesmos.
Governantes que já passaram pelo poder, muitos deles marcados por crises, impopularidade ou governos de transição, voltam a ser tratados como “alternativa viável”, enquanto novos quadros são ignorados, sufocados ou usados apenas como escada interna.
ONDE ESTÃO OS NOVOS NOMES?
Por que não surgem pessoas que conhecem a realidade do bairro, da cidade, do interior?
Por que não se dá oportunidade a quem tem preparo, capacidade técnica e compromisso social?
A resposta incomoda: os partidos não querem perder o controle.
A chamada “dança das cadeiras” continua sendo decidida em salas fechadas, longe do povo, longe da base, longe da realidade. A democracia interna vira discurso, não prática.
UM FILME REPETIDO
A história recente mostra o esgotamento desse modelo. Se olharmos para o passado, veremos que líderes que estavam no auge do poder desapareceram, enquanto outros, antes desacreditados, chegaram ao comando do país. Hoje, muitos nomes citados pertencem a uma geração politicamente desgastada e, em vários casos, em fim de carreira, inclusive pela idade avançada.
O Brasil precisa olhar para frente — não viver eternamente refém dos nomes da década passada.
ATÉ QUANDO?
Até quando os partidos vão definir o futuro do país com base em acordos internos?
Até quando o eleitor será chamado apenas para legitimar decisões já tomadas?
Até quando a política será um clube fechado?
O Brasil não precisa de salvadores reciclados.
Precisa de coragem, renovação e verdade.
Enquanto isso não acontecer, o país continuará andando em círculos — mudando os rostos, mas repetindo os erros.

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