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Crise na família Bolsonaro expõe a raiz da polarização: poder em família ou democracia de verdade?

Rede Cidade SAT – A Voz do Povo

Crise na família Bolsonaro expõe a raiz da polarização: poder em família ou democracia de verdade?
Imagem da RG Agência

O racha ficou público. O senador Flávio Bolsonaro foi chamado de “Centrão” pelo próprio irmão, Eduardo Bolsonaro, após defender o nome do governador Tarcísio de Freitas. O episódio, mais do que um conflito familiar, escancara algo maior e mais preocupante: onde nasceu a polarização que divide o Brasil até hoje?

Quando a política deixa de ser projeto de país e passa a funcionar como herança familiar, o debate se perde. Ideias dão lugar a lealdades pessoais. Divergência vira traição. E o povo fica, mais uma vez, em segundo plano.

FAMÍLIA NO PODER, POVO DE FORA

O Brasil não é — e não pode ser — uma monarquia moderna. Não vivemos mais a era em que sobrenomes mandavam e o povo obedecia. A democracia existe justamente para romper com essa lógica.

Mas episódios como esse levantam uma pergunta incômoda:

estamos caminhando para uma política de reinado, onde famílias disputam o trono, ou para uma democracia madura, onde ideias prevalecem?

A polarização não nasceu do nada. Ela foi alimentada pelo discurso do “nós contra eles”, do “quem não está comigo é inimigo”. Agora, esse mesmo discurso cobra seu preço — até dentro da própria casa.

O BRASIL NÃO PRECISA DE UM DONO

O país não precisa levantar um novo Dom Pedro para gritar “independência ou morte”. O que o Brasil precisa é mais simples — e mais difícil: coragem política, verdade e compromisso com o povo.

Liberdade não se conquista com idolatria.

Democracia não se constrói com famílias mandando.

País nenhum avança quando o poder gira sempre entre os mesmos grupos.

EDITORIAL | CHEGA DE ENGANAR O POVO

Eu, Givandro, brasileiro, cidadão, alguém que conhece de perto as necessidades do povo, digo com clareza: não dá mais para aceitar esse jogo.

Conheço muitos deles. Sei como funcionam os bastidores. Sei que muitos já precisaram de mim. Mas hoje faço uma escolha consciente: não serei mais um a enganar o povo.


O Brasil precisa de quem tenha coragem de dizer não — mesmo quando isso custa amizades, espaços e conveniências. Se não houver alguém com essa coragem agora, só nos resta pedir a Deus que ilumine o caminho.

Porque do jeito que está, meu Deus, o país não aguenta mais.

O FUTURO NÃO É HEREDITÁRIO

O Brasil não é herança.

O Brasil não é propriedade de famílias.

O Brasil é do povo.

E o povo começa a perceber isso.

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