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Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil

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Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil
Imagem da Rede Social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste sábado (7) um pronunciamento em razão do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Na fala, o chefe de Estado destacou a gravidade da violência contra mulheres no Brasil, anunciou novas medidas de enfrentamento ao feminicídio e defendeu avanços em direitos sociais e trabalhistas.

Lula afirmou que a violência de gênero permanece como um dos principais desafios do país e citou dados alarmantes sobre assassinatos de mulheres.

“O Brasil precisa começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil”, afirmou o presidente. Segundo ele, cada feminicídio resulta de uma sequência de violências cotidianas. “Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, disse.

O presidente também ressaltou que a maioria dessas agressões ocorre dentro do ambiente doméstico. “A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, afirmou.

Pacto contra o feminicídio e operações policiais

Durante o discurso, Lula mencionou o lançamento do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, assinado em fevereiro com participação dos três Poderes. O objetivo é ampliar ações de prevenção e repressão à violência de gênero.

Entre as medidas anunciadas está um mutirão nacional para cumprimento de mandados de prisão contra agressores. “Um mutirão do Ministério da Justiça, em parceria com os governos dos estados, para prender mais de dois mil agressores de mulheres que não podem e não vão continuar em liberdade”, declarou Lula.

O presidente também indicou novas operações e reforçou o compromisso do governo com a responsabilização dos agressores. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, afirmou.

Entre as iniciativas previstas estão o rastreamento eletrônico de agressores com vítimas sob medida protetiva, ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e fortalecimento das Procuradorias da Mulher.

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