BNDES anuncia crédito de R$ 10 bilhões para inovação da indústria Valor poderá ser utilizado para financiar máquinas e equipamentos
Edição: Bianca Paiva / Rafael Guimarães
O presidente do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, anunciou, nesta sexta-feira (27), R$ 10 bilhões, em duas linhas de crédito, para financiar máquinas e equipamentos para inovação da indústria brasileira. Os recursos foram garantidos após decisão do Conselho Monetário Nacional, que aprovou, nesta quinta-feira (26), a ampliação de 1,5% para 2,5% do percentual limite de uso de recursos do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, em apoio à inovação no setor.
Após participar de seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo, Mercadante destacou ainda a destinação de outros R$ 15 bilhões, liberados esta semana dentro do Plano Brasil Soberano, para apoiar as empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
“Alguns setores continuam com 50%: aço, alumínio, cobre, a indústria moveleira e outros, como autopeças. O setor automotivo, 25%. Então, esses setores vão ser beneficiados por essa linha de (R$) 15 biliões. E os outros (R$) 10 biliões, (R$) 7 biliões é para a indústria 4.0, ou seja, as máquinas mais modernas, mais eficientes e que mais ganho de produtividade dão à indústria, e (R$) 3 biliões é máquinas e equipamentos que descarbonizam, para a indústria verde.”
Prestes a deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que os novos anúncios farão grande diferença para a competitividade e a transição ecológica da indústria nacional:
“Uma grande notícia, (R$) 25 biliões de crédito para substituição de máquinas, modernização, competitividade, produtividade, eficiência energética. E juros, esses (R$) 10 biliões, de 6,5% ao ano, pouco mais que a TR.”
Alckmin deixará ministério
Segundo Alckmin, a saída do ministério deve ocorrer na próxima quinta-feira, 2 de abril, dois dias antes do prazo final estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem ocupa um cargo público e quer se candidatar a um cargo eletivo. Alckmin, no entanto, permanecerá no cargo de vice-presidente.
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