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Filho de Oscar Schmidt viu saúde do pai piorar após novo tumor na cabeça

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Filho de Oscar Schmidt viu saúde do pai piorar após novo tumor na cabeça
Imagem da Rede Social

Filho do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt (1958-2026), morto na última sexta (17), Felipe Schmidt revelou que o pai havia descoberto um novo tumor na cabeça depois de lutar contra um câncer na década passada. O herdeiro contou que viu a saúde do pai piorar rapidamente, apesar de ele ter lutado até o fim.

"Foi muito complicado o último ano. A gente descobriu uma massa nova na cabeça dele, então ele foi fazer uma terceira cirurgia no ano passado, mas ele vinha se reabilitando muito bem. Até que as melhoras pararam, ele começou a piorar", lembrou Felipe em entrevista a Roberto Cabrini exibida pelo Domingo Espetacular, da Record, neste domingo (19).

"E aí, o oncologista dele veio falar para a gente que o tumor tinha se espalhado, que a situação estava mais grave. E a gente estava vendo isso acontecer, o meu pai tinha melhorado [antes]. E aí, no máximo dez dias depois que a gente teve essa conversa com o médico, ele faleceu", apontou o filho.

"Mas eu tive momentos muito bons com o meu pai nesse último ano. Ele conseguia falar comigo em certos momentos, ele me olhava, conseguiu cantar parabéns para mim no meu aniversário, que foi em fevereiro. Eu acho que consegui, de certa forma, dar o tchau para ele antes que piorasse mais", disse.

Felipe admitiu que lidar com o baque da morte não tem sido fácil. "Ele já não vinha muito bem de saúde esse último ano, mas a gente nunca está preparado para esse tipo de coisa. Então, de primeira, foi um choque. Mas é o que eu falo para a minha mãe, falo para a minha irmã: a gente tem que levar um dia de cada vez, porque as coisas, uma hora, vão melhorar", apontou.

"Não está sendo fácil agora, tenho momentos de tristeza, tenho momentos em que eu me emociono mais. Mas passa. Está sendo muito bom ver todas essas homenagens que estão fazendo para ele. É difícil de ver, porque cada uma que passa a gente se lembra do meu pai vivo, mas também ajuda, de uma certa maneira, o conforto de que ele foi uma pessoa muito amada", ressaltou Felipe.

Cabrini questionou o herdeiro se Oscar tinha noção do seu tamanho e de sua importância para o mundo. "Eu acho que sim, de uma certa forma, o ídolo, o ícone, ele entende a grandeza dele. Eu tive esse momento de entender quando meu pai entrou no Hall da Fama, em 2003, lá nos Estados Unidos. Eu falei: 'Nossa, ele está aqui, junto com essas estrelas que eu admirava jogando, que eu seguia e queria ser igual'."

"Mas eu acho que agora, depois que ele faleceu, você vê a grandeza mundialmente em tantas homenagens que ele está recebendo. Então, eu espero que o legado dele continue para sempre", disse o filho.

Felipe também contou que, apesar do pai ter tido uma relação muito direta com a morte desde que revelou o primeiro tumor na cabeça, ele nunca tinha chamado a família para conversar sobre isso. "Ele falava disso, eu acho que em várias entrevistas, ele falou: 'É, um dia eu vou morrer, então viva intensamente'. Mas a gente nunca teve esse momento de, 'ó, se acontecer, vai ficar tudo bem'. Porque ele é uma pessoa forte, ele lutou até o final", falou.

O filho apontou, por fim, como gostaria que Oscar fosse lembrado. "Pela pessoa obstinada que ele era, pessoa muito disciplinada, pessoa muito boa, de coração bom. E uma pessoa muito alegre", ressaltou

Ele tinha seus momentos de bravo, ele pegou uma reputação de ser o bravão do esporte, de ter uma boca afiada, mas ele era uma pessoa muito boa, de coração gigante, que sempre ajudava todo mundo que ele podia. Que ele seja lembrado pela pessoa que ele foi, mas do que o atleta que ele foi.

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