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Juíza que morreu após coleta de óvulos em SP sonhava com a magistratura desde a adolescência

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Juíza que morreu após coleta de óvulos em SP sonhava com a magistratura desde a adolescência
Imagem da Rede Social

A juíza Mariana Francisco Ferreira, natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sonhava com a magistratura desde a adolescência. Ela morreu na quarta-feira (6) após complicações em um procedimento de reprodução assistida realizado em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Nascida em 1991, Mariana deu os primeiros passos na área jurídica na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das instituições mais tradicionais do país. Atualmente, atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, no Rio Grande do Sul. Em razão de sua morte, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decretou luto oficial de três dias.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também emitiu uma nota de pesar e afirmou que entrou em contato com os familiares para prestar condolências em nome da associação e apoiar os parentes da magistrada.

“Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura. Sua partida causa profunda consternação em todos nós”, afirmou o presidente da Ajuris, Daniel Neves Pereira.

Determinada a ingressar na magistratura, Mariana iniciou a preparação para o concurso em 2018, cinco anos antes da prova. Ela também atuou como advogada no Estado de São Paulo.

Ao longo da carreira como juíza, iniciada em 2023, passou pela 1ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Porto Alegre e pela 1ª e 2ª Varas Criminais de São Luiz Gonzaga, além de Sapiranga.

Em janeiro deste ano, Mariana foi recebida pelo prefeito de São Luiz Gonzaga, Piti Werle, durante um encontro com magistrados da região.

Atendimento

A morte da juíza foi registrada como suspeita e acidental e é investigada pela polícia. As autoridades buscam esclarecer se houve falhas no atendimento médico ou se o óbito foi consequência de complicações inerentes ao procedimento realizado.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana passou por uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida na segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a passar mal poucas horas depois.

Segundo o registro policial, a juíza passou a sentir dores intensas e uma forte sensação de frio. Ela foi socorrida pela mãe e levada de volta à clínica por volta das 11h. No local, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que, na verdade, se tratava de uma hemorragia vaginal. O médico responsável realizou os primeiros atendimentos e chegou a fazer uma sutura para tentar conter o sangramento.

Em seguida, Mariana foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), ela passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico se agravou. A juíza sofreu paradas cardiorrespiratórias e morreu.

A clínica Invitro Reprodução Assistida lamentou a morte e disse que que prestou "o atendimento emergencial necessário" e providenciou "o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada". E ressaltou que todo procedimento cirúrgico e médico "possui riscos inerentes e intercorrências possíveis".

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