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EXCLUSIVO: “O futebol brasileiro virou máfia”, dispara Gil do Povo ao apoiar veto de Lula contra as ‘bets’

REDE NEWS

EXCLUSIVO: “O futebol brasileiro virou máfia”, dispara Gil do Povo ao apoiar veto de Lula contra as ‘bets’
GIL DO POVO

SÃO PAULO — O cenário do futebol nacional e a explosão das plataformas de apostas digitais, as chamadas bets, continuam no centro de um intenso debate político e social. Em meio à recente decisão do governo federal de proibir essas plataformas no país, lideranças ligadas ao esporte e à política pública começam a se manifestar publicamente. Entre eles, Gil do Povo, ex-integrante do gabinete institucional do Ministério do Esporte e ex-membro da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, declarou apoio irrestrito à postura firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Gil do Povo, que possui vasta experiência na gestão esportiva pública — tendo atuado no gabinete do então ministro George Hilton na época das Olimpíadas do Rio e também nos quadros técnicos da Secretaria de Esportes do Governo de Geraldo Alckmin —, o futebol brasileiro há muito tempo vem sofrendo com a perda de sua essência. "O futebol virou máfia "Em um desabafo contundente, a liderança criticou a dependência financeira que os clubes criaram em relação às empresas de apostas, apontando indícios de irregularidades que afetam diretamente a credibilidade dos campeonatos. "O futebol brasileiro virou máfia há muito tempo. Além de estarem envolvidos em esquemas de manipulação de resultados, agora os dirigentes e os clubes se posicionam a favor das bets. Isso só mostra o tamanho da irregularidade. Essa farra tem que acabar de uma vez por todas", afirmou Gil do Povo. A crítica do aliado petista ecoa a preocupação de diversos setores que apontam como o vício em jogos virtuais escalou para um problema de saúde pública e segurança nacional. Apoio à decisão do Presidente Lula A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula que bane a publicidade e a operação das bets no Brasil foi classificada por Gil do Povo como uma atitude corajosa e necessária para salvar vidas. O argumento central é o impacto devastador que os cassinos virtuais e apostas de quota fixa causaram na renda familiar dos brasileiros mais vulneráveis, levando a endividamentos extremos e, em casos trágicos, ao suicídio." O presidente Lula fez o certo e não pode ceder às pressões dos grandes clubes ou dos lobistas dos jogos. Pessoas estão morrendo por causa disso. É uma questão de proteger o povo trabalhador, que estava perdendo o sustento de suas casas para alimentar o lucro dessas empresas", defendeu. Apesar das fortes reclamações vindas da bancada da bola em Brasília e das diretorias dos principais times de futebol, que alegam perdas bilionárias em patrocínios, o governo federal sinaliza que manterá o veto total. Para mitigar os danos ao esporte, o Executivo estuda um programa de refinanciamento de dívidas para os clubes, mas sem retroceder na proibição dos jogos on-line., nos moldes do que Gil do Povo e a equipe de George Hilton ajudaram a construir no passado.


 George Hilton, ex-ministro do Esporte entre os anos de 2015 e 2016.

Entre 2015 e 2016, o ex-Ministro do Esporte George Hilton implementou medidas cruciais para a reestruturação do esporte nacional, destacando-se pela criação do Profut para refinanciamento das dívidas dos clubes em troca de responsabilidade fiscal. Sua gestão também viabilizou o patrocínio da Caixa Econômica Federal no futebol e liderou a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016 com a implantação da Rede Nacional de Treinamento. 


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