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Moro defende investigação de ministros do STF suspeitos

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Moro defende investigação de ministros do STF suspeitos
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O governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL), declarou que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições deixou claro que foi um “péssimo” governo. Além disso, ele afirmou que os ministros do Supremo Tribunal Federal sob suspeita precisam ser alvo de investigação, sem que o caso seja varrido para debaixo do tapete.

Em entrevista à Coluna do Estadão publicada em 13 de outubro de 2026, Moro enfatizou que ninguém está acima da lei. “O ministro do STF investigado se defende e, se não ficar provado nada, tudo bem. Mas o que não podemos fazer é varrer o caso para debaixo do tapete, como estão fazendo em Brasília”, afirmou o ex-juiz.

Para Moro, o Senado terá, a partir de 2027, a possibilidade de aprovar pedidos de impeachment contra integrantes do STF. “Não sou nenhum radical, mas infelizmente o caminho parece ser necessário para que a gente retome a legalidade”, disse ele, sugerindo que essa medida servirá de correção institucional.

O também cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) criticou o tratamento dado aos condenados pelo Supremo por tentativa de golpe de Estado. Entre eles está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Moro afirmou que os processos chegaram ao tribunal superior de forma equivocada e que houve exagero nas penalidades aplicadas aos manifestantes do dia 8 de janeiro.

“Não havia motivo para que fossem julgados no Supremo; houve um excesso nas penas dos manifestantes do 8 de janeiro. Em relação a Bolsonaro, há dúvidas se realmente houve uma tentativa de golpe”, declarou o governador eleito. Segundo ele, a condução das investigações e dos julgamentos não foi a mais adequada.

Por fim, Sérgio Moro defendeu a concessão de anistia como caminho para a pacificação nacional e o restabelecimento da ordem jurídica. Ele também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por aplicar um tratamento “cruel” a Bolsonaro durante sua prisão domiciliar. Moro reforçou que, caso seja aprovada, a anistia ajudaria a restituir a confiança nas instituições e a promover a reconciliação política no país.

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