Maturidade ou Impulso? A Política Brasileira Não Pode Ser Governada por Rebeldia
Artigo de Opinião: Entre a Experiência e a Rebeldia Política
Por: Gilvandro, Jornalista
No exercício da atividade jornalística, temos a rara oportunidade de observar a história sendo escrita de perto e, mais do que isso, de conhecer as mentes por trás dos movimentos que moldam o nosso país. Ao longo da minha carreira, tive a honra de conhecer pessoalmente duas das figuras mais centrais da política brasileira contemporânea: o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-Presidente Jair Bolsonaro.
Digo com todo o respeito às famílias e às trajetórias de cada um: as realidades e as posturas que os cercam são profundamente diferentes. Tive o privilégio de conviver com amigos e pessoas muito próximas a Lula, assim como também estive com os filhos e o círculo íntimo de Bolsonaro. Essa proximidade me permitiu enxergar além dos palanques e das siglas partidárias. Para além de partidos ou ideologias, o que se destaca na liderança de Lula é um traço muito mais humano, uma característica que se sobressai no trato e na sensibilidade com o próximo.
Olhando para o cenário atual, nos deparamos com um dilema que vai muito além das urnas; trata-se de um reflexo do próprio comportamento humano. Muitas vezes, o debate público parece inclinado a apostar em figuras que atravessam uma clara fase de rebeldia — um momento em que se acredita que tudo é possível, sem os freios da maturidade. Qualquer pai ou avô conhece bem esse sentimento. Sabemos identificar quando um filho ou um neto está passando por aquela fase rebelde, o desejo impetuoso de querer ser algo para o qual ele ainda não está pronto.
A política não pode ser um laboratório para impulsos juvenis ou posturas desafiadoras que ignoram o tempo das coisas. Não podemos, especialmente no momento em que vivemos, apostar no escuro. É preciso respeitar os mais velhos e, acima de tudo, o valor inestimável da experiência. A maturidade traz consigo o peso da responsabilidade e a sabedoria de quem já viveu as tempestades e sabe como navegar por elas.
Domingo, quando o destino estiver em jogo, a escolha que se impõe é de extrema responsabilidade. Não podemos apostar no duvidoso para, logo em seguida, nos vermos obrigados a apostar no incerto. O futuro exige segurança, respeito à história e a solidez que apenas a experiência vivida é capaz de oferecer.
Diante desse cenário complexo, para complementar essa visão e garantir o rumo que o país necessita, a melhor opção será o presidente Lula. É dele a bagagem necessária para governar com a maturidade que o momento exige, contrapondo o peso de sua trajetória à imprevisibilidade dos caminhos incertos.
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