URGENTE | Filas nos CRAS: gestão do prefeito Silva e Luna é cobrada por solução em Foz do Iguaçu
REDE NEWS
Segundo relatos recebidos pela reportagem, os poucos mutirões realizados não conseguem atender à demanda. Há moradores que chegam às quatro da manhã e voltam para casa sem conseguir uma senha.
As dificuldades para conseguir atendimento na assistência social não se limitam ao CRAS Leste, na região do Morumbi. Segundo relatos recebidos pela reportagem, o problema atinge todas as unidades dos CRAS de Foz do Iguaçu. As reclamações incluem filas enormes, falta de profissionais, distribuição insuficiente de senhas e espera até o mês seguinte para conseguir atendimento.
Moradores relatam que nem mesmo os mutirões, considerados poucos diante da procura, conseguem resolver a demanda acumulada. Também há relatos de pessoas que estariam perdendo benefícios por não conseguirem realizar ou atualizar o Cadastro Único. Cada situação precisa ser verificada pelos órgãos responsáveis, mas as reclamações exigem providências urgentes da Prefeitura.
Visita ao CRAS Leste expõe dificuldades no atendimento
Após receberem ligações de empresários preocupados com a fila no Morumbi, o jornalista Gilvandro, da Rede Cidade Sat, e Hamilton Serighelli do Centro de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu foram ao CRAS Leste para acompanhar a situação e ouvir a população.
Conforme o relato da visita, a falta de profissionais compromete o atendimento. Há pessoas que chegam às quatro horas da manhã e, mesmo assim, não conseguem uma ficha. Sem atendimento, precisam voltar para casa e aguardar outra oportunidade — segundo moradores, em alguns casos apenas no mês seguinte.
Para quem depende da assistência social, essa espera representa despesas com deslocamento, desgaste e insegurança sobre a renda da família. O Cadastro Único é uma etapa de acesso a diversos programas sociais, embora a concessão dependa dos critérios de cada benefício.
Reportagem procura respostas da Prefeitura
A reportagem procurou o secretário municipal de Assistência Social, mas não conseguiu encontrá-lo na secretaria naquele momento. Em seguida, foi ao gabinete do prefeito.
Segundo o relato dos jornalistas, um servidor informou verbalmente que o município enfrenta restrições financeiras e limitações relacionadas ao limite prudencial de gastos com pessoal, o que dificultaria novas contratações. Essa explicação não constitui uma resposta formal da Prefeitura.
“A Prefeitura precisa resolver. O povo não pode ficar sem atendimento”

Hamilton Serighelli cobra providências para que a falta de estrutura não impeça o acesso da população aos serviços.
“Há problemas que precisam de pessoal e há problemas para os quais é preciso encontrar uma solução. É preciso atitude. A Prefeitura precisa resolver: o povo não pode ficar sem atendimento e correr o risco de perder benefícios porque não consegue se cadastrar”, afirmou.
Gilvandro e Hamilton continuarão levando as reclamações às autoridades e cobrando medidas para reduzir as filas, ampliar a capacidade de atendimento e garantir uma previsão concreta para quem precisa fazer ou atualizar o cadastro.
Quem chega de madrugada e volta sem uma senha precisa de solução. As famílias não podem continuar esperando indefinidamente por um atendimento essencial.
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