Bebê que nasceu com menos de 1 kg deixa hospital vestida de Nossa Senhora Aparecida no Acre
Bebê que nasceu com 970 gramas recebe alta e deixa hospital vestida de Nossa Senhora Aparecida 👶 A bebê Maria Alicia Santos da Silva, que nasceu com premat...
Bebê que nasceu com 970 gramas recebe alta e deixa hospital vestida de Nossa Senhora Aparecida 👶 A bebê Maria Alicia Santos da Silva, que nasceu com prematuridade extrema e peso de 970 gramas, teve alta hospitalar nesta quinta-feira (9), após 61 dias internada no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. Assim como na saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, no mês passado, ela deixou o hospital vestida de Nossa Senhora Aparecida em cumprimento a uma promessa feita pela família, conforme a mãe da criança, a nail designer Rania Maria Santos, de 24 anos. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo ela, Maria Alicia ficou um mês e quatro dias no tratamento mais intenso e o restante do período na unidade canguru, onde ganhou peso até ir para casa. "Foi uma sensação única, mas, ao mesmo tempo, de medo e insegurança. Por ela ser prematura, o cuidado era redobrado. Sair de perto das enfermeiras e dos médicos dá um pouco de medo, mas Deus e Nossa Senhora sempre estiveram do nosso lado e ela vai crescer bem e saudável", afirmou. Bebê Maria Alicia recebeu alta nessa quinta-feira (9) em Cruzeiro do Sul, interior do Acre Arquivo pessoal 🍼 Rania contou que, mesmo após a alta, a bebê vai fazer acompanhamento com pediatras e que manterá em casa os cuidados adotados durante a internação. Ela mora no bairro Cruzeirinho Novo, com a menina e o marido, em Cruzeiro do Sul, e preparou um espaço improvisado para receber a filha. LEIA MAIS: Mãe relembra luta de bebê que nasceu prematura e ficou 77 dias na UTI: 'É uma vitória' Acre tem maior taxa de partos prematuros do país, aponta pesquisa Recém-nascido dado como morto é retirado do próprio velório após família ouvir choro em caixão no Acre A mãe também destacou que precisou interromper o trabalho durante a gestação por ser considerada de risco, mas o apoio da família contribuiu para a superação das dificuldades. "Minha mãe me ajuda, minha irmã, o pai da minha filha. Minha família nunca me desamparou e, principalmente, Deus. As enfermeiras e os médicos também tinham um carinho enorme por mim e pela minha filha", relatou. Nascimento em data simbólica 🤰 A pequena Maria Alicia nasceu no dia 13 de maio de 2026, com apenas 30 semanas de gestação, o que dá aproximadamente sete meses. O nascimento aconteceu no dia de Nossa Senhora de Fátima, data que celebra a primeira aparição da virgem Maria aos três pastorinhos, em Fátima, Portugal, em 1917. "A parte mais difícil foi confiar que os planos de Deus eram maiores e melhores. Sem duvidar de que tudo iria dar certo", afirmou Rania sobre o período de internação da filha. Apesar da prematuridade extrema, Maria Alicia surpreendeu a equipe médica desde os primeiros momentos de vida. A bebê não precisou ser entubada e recebeu apenas suporte com oxigênio antes de ser encaminhada à UTI Neonatal. Promessa Mesmo após receber alta médica, Rania contou que ia de três em três horas retirar e entregar leite materno à filha. “Eu acordava de três em três horas para tirar leite e levar para ela. Nunca deixei de ir em nenhum horário. Eu era a primeira mãe a chegar e a última a sair. Quando entrava lá e via a Alicia tão pequena e cheia de vida, lutando para viver, aquilo me dava uma força extraordinária”, relembra. Após a recuperação da filha prematura, Rania Maria Santos saiu de joelhos da maternidade e cumpriu a promessa Cedida Em meio às incertezas, Rania fez a seguinte promessa: Se a menina se recuperasse sem sequelas, a mãe sairia de joelhos da UTI até o leito e vestiria a bebê de Nossa Senhora Aparecida, da qual é devota. A roupa usada por Maria Alicia teve um significado especial. Segundo a mãe, a ideia surgiu antes mesmo da promessa. "Eu nunca perdi a fé. Orava todos os dias e pedia a intercessão de Maria. Eu já queria fazer a roupinha. Depois fiz a promessa e completei com a roupa de Nossa Senhora", diz. Ao olhar para a filha depois de toda a luta enfrentada, Rania diz que a experiência transformou sua vida. "É uma sensação inexplicável. Um amor que não cabe no peito, uma paz que eu nunca senti. Hoje consigo entender um pouco do amor de Deus por cada um de nós, porque o único amor que chega mais perto do amor de Deus é o amor de uma mãe pelo filho", declarou. VÍDEOS: g1