Gasto de R$ 38 mil com pães de queijo vira alvo de investigação em cidade do TO
Prefeitura de Bernardo Sayão, no Tocantins Reprodução/Google Street View Uma investigação do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) está avali...
Prefeitura de Bernardo Sayão, no Tocantins Reprodução/Google Street View Uma investigação do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) está avaliando os gastos da Prefeitura de Bernardo Sayão com a compra de pães de queijo. Segundo a apuração, estariam sendo adquiridos aproximadamente 2,5 mil unidades da iguaria para atender a uma única secretaria por mês. O procedimento apura possíveis irregularidades em um contarto assinado em fevereiro de 2026 para atender à Secretaria Municipal de Habitação, Infraestrutura e Obras. O que mais chamou a atenção do órgão de controle foi o montante envolvido e a estimativa de consumo. O g1 solicitou um posicionamento ao município, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O contrato prevê um gasto global de R$ 38.090,00 até o final de 2026, o que resulta em uma média mensal de R$ 3.809,00. Agora no g1 Cálculos realizados pelo MPTO indicam que, considerando um valor unitário estimado de R$ 1,50, a prefeitura estaria adquirindo 2.539 pães de queijo por mês. Levando em conta as estimativas, a secretaria deverá comprar 25.390 unidades, durante todo o contrato. Isso equivale a um consumo diário de aproximadamente 127 unidades por dia útil, patamar considerado "absolutamente desarrazoado" para uma secretaria de obras com funções técnicas e administrativas restritas. LEIA MAIS Promoções de militares no Tocantins serão investigadas pelo MP Justiça determina despejo de banco por atraso de aluguel em imóvel no interior do TO Falha na transparência e ausência de licitação A investigação teve origem em uma denúncia anônima enviada via WhatsApp em junho de 2026. Ao analisar o Portal da Transparência do município, o promotor constatou que o campo destinado à modalidade de licitação constava como "None" (nenhum). Essa omissão sugeriu que a contratação ocorreu de forma direta e informal, sem o devido processo de dispensa ou inexigibilidade. Além disso, não foram encontrados estudos técnicos preliminares ou termos de referência que justificassem a quantidade contratada. Pão de queijo Reprodução/TV Anhanguera Diligências e possíveis sanções Diante dos indícios de irregularidade e potencial lesão ao erário, o MPTO determinou uma série de medidas urgentes: Requisição ao prefeito: Envio de cópia integral do processo administrativo em 15 dias. Justificativa técnica: O secretário de Obras deve informar o número de servidores e os controles de distribuição dos alimentos. Rastreio financeiro: A Secretaria de Finanças deve apresentar notas fiscais e comprovantes de pagamentos já realizados. Caso se comprove o desvio de finalidade ou o superfaturamento, os gestores podem responder por atos de improbidade administrativa, com penas que incluem o ressarcimento integral dos prejuízos à coletividade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.