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'Reciprocidade não é retaliação, a reciprocidade não é uma ofensa', afirma Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento

Brasil notifica EUA sobre início do processo para aplicação de medidas contra tarifaço O governo brasileiro informou que já notificou os Estados Unidos sob...

'Reciprocidade não é retaliação, a reciprocidade não é uma ofensa', afirma Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento
'Reciprocidade não é retaliação, a reciprocidade não é uma ofensa', afirma Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento (Foto: Reprodução)

Brasil notifica EUA sobre início do processo para aplicação de medidas contra tarifaço O governo brasileiro informou que já notificou os Estados Unidos sobre o início do processo para a aplicação de medidas contra o tarifaço. A comunicação foi enviada aos departamentos de Estado e de Comércio e ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em julho, o governo Trump impôs uma tarifa de 25% sob a alegação de que o Brasil adota práticas desleais contra empresas americanas; e outra, de 12,5%, por supostas falhas do país em fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O Brasil nega as alegações. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Lei da Reciprocidade permite ao governo responder a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade do país. O Brasil pode, por exemplo, suspender conceções comerciais e direitos de propriedade intelectual. Mas esse processo leva tempo. A lei prevê a elaboração de um relatório para avaliar se o caso permite ou não adotar a reciprocidade. Além de consultas públicas, dando oportunidade para os setores envolvidos se manifestarem sobre possíveis ações. O ministro da Fazenda disse que é necessário ouvir os empresários. “O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado do exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que ele têm com eventuais medidas de reciprocidade”, diz Dario Durigan, ministro da Fazenda. A Lei da Reciprocidade permite ao governo responder a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade do país Jornal Nacional/ Reprodução O ministro do Desenvolvimento disse, em entrevista à GloboNews, que o Brasil não pretende retaliar os Estados Unidos. “Não pode ter pressa, porque a reciprocidade não é retaliação. A reciprocidade não é uma ofensa, uma agressão. Não é isso. Reciprocidade é uma tentativa de reequilibrar uma balança comercial econômica, que ficou desequilibrada em razão de uma medida unilateral injusta”, afirma Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Câmara Americana de Comércio defende que a negociação não pode sair do radar: "A adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos'. O ex-embaixador Rubens Barbosa avalia que medidas de reciprocidade podem trazer prejuízo: “É medida perigosa para as empresas brasileiras, para os produtos brasileiros. Porque pode suscitar uma reação negativa do governo americano. Acho que essa medida foi tomada mais para fins de consumo interno, porque, como nós vimos na nota do Palácio do Planalto, é um primeiro passo apenas, não é uma decisão final. Ainda vai ter todo processo pela frente”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Brasil dá início ao processo de reciprocidade contra EUA: veja os próximos passos Lula diz que vai 'vencer' EUA na narrativa e defende reciprocidade para mostrar que Brasil 'não é pouca coisa'

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